Painel discute “Prevenção do Suicídio na Adolescência” em Campos Novos

O público alvo foi os profissionais da rede de atendimento em diversas áreas, com objetivo de esclarecer as dúvidas sobre como tratar do assunto de forma preventiva com os adolescentes.  Além de Campos Novos estiveram presentes representantes da rede de atendimento dos municípios de Tangará, Ibiam, Abdon Batista e Celso Ramos.

A ideia para a realização do evento surgiu especialmente com a propagação de casos envolvendo os adolescentes no Jogo da Baleia Azul que alertou a sociedade sobre a necessidade de estabelecer um diálogo com os jovens.

Segundo dados divulgados, no Brasil, o índice de suicídios na faixa dos 15 a 29 anos é de 6,9 casos para cada 100 mil habitantes, uma taxa relativamente baixa se comparada aos países que lideram o ranking – Índia, Zimbábue e Cazaquistão, por exemplo, têm mais de 30 casos. O país é o 12º na lista de países latino-americanos com mais mortes neste segmento. De acordo com a OMS, 800 mil pessoas cometem suicídio todos os anos. E para cada caso fatal há pelo menos outras 20 tentativas fracassadas. Para a faixa etária de 15 a 29 anos, apenas acidentes de trânsito matam mais. Cerca de 1,3 milhão de jovens morrem no mundo anualmente, vítimas de causas evitáveis ou tratáveis

O painel teve a mediação da psicóloga Daniela Reis Dadalto e as explanações foram apresentadas pelas psicólogas Flavia Darold coordenadora do Núcleo de Psicologia e Luana Lorenzini, coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial – CAPS de Campos Novos.

A psicóloga Flavia Darold destaca que é primordial falar sobre o tema sem medo. “O nosso objetivo foi de tornar multiplicadores, todos os profissionais que participaram, pois, estão levando ideias, dicas, orientações e referencial para trabalhar com os adolescentes e foi um meio que o núcleo encontrou de multiplicar a ação de prevenção”, explicou

É necessário esquecer o preconceito e as famílias precisam dialogar mais com seus filhos. “Ficou muito claro neste evento que esta é uma campanha de responsabilidade compartilhada, tem que participar a escola, a família e a sociedade. Todo tem que abraçar essa campanha que é muito importante”, finalizou Flavia Darold.

Conforme pesquisas divulgadas, O sentimento de abandono, a experiência de abusos físicos ou sexuais, a desorganização familiar, o desajustamento na escola ou em casa e a desesperança em relação ao futuro são alguns dos fatores que aparecem como motivadores. Se o suicídio entre adultos já está envolto por silêncios e tabus, é ainda mais entre crianças e adolescentes, por este motivo é essencial romper o silencio.

ASCOM – ACIRCAN

 

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