ACIRCAN promove apresentação do Mapa do Agro Catarinense e fortalece diálogo com o setor
Encontro em Campos Novos apresentou dados da FACISC sobre a força do agronegócio no Meio-Oeste e discutiu a continuidade do Núcleo de Agronegócio da ACIRCAN.
A Associação Empresarial, Rural e Cultural Camponovense (ACIRCAN), promoveu na última terça-feira,13, em Campos Novos, a apresentação da segunda edição do Mapa do Agro Catarinense 2026. O estudo, elaborado pela Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC), com apoio da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), reúne indicadores sobre a dimensão do agronegócio no estado. A apresentação foi conduzida por Lenoir Broch, diretor de Agronegócio e Ferrovias da FACISC, e integrou a agenda da entidade voltada à aproximação dos setores produtivos e à continuidade do Núcleo de Agronegócio.
Segundo o Mapa do Agro Catarinense, o estado tem produção estimada de R$ 144 bilhões no agronegócio, equivalente a 35% da economia estadual. Na Regional Meio-Oeste, o setor movimenta cerca de R$ 16,6 bilhões, reúne 178 mil trabalhadores e registra exportações de US$ 1,6 bilhão, conforme estimativas do estudo.
A região ocupa a terceira posição entre as regionais da Federação em produção do agronegócio. Na agricultura, segundo o estudo, é a maior produtora de Santa Catarina, respondendo por 16% da produção estadual, conforme o Mapa. No comércio exterior, o Meio-Oeste também se destaca. Com base nos dados de 2025 apresentados na publicação, a região é a segunda maior exportadora do estado, responsável por 19% das vendas internacionais.
Durante a apresentação, Broch ressaltou que o levantamento pode contribuir para identificar oportunidades de expansão e aprimoramento da produção catarinense. “E o objetivo é justamente dar ferramentas e elementos para saber o que ainda podemos produzir mais e melhor em nosso estado”, explica.
Campos Novos é líder
O Mapa também destaca a participação de Campos Novos na produção de grãos. Segundo os dados apresentados na publicação, o município lidera a produção catarinense de soja, milho e trigo. Os indicadores evidenciam a importância dos grãos para a economia local e sua conexão com outros segmentos produtivos, especialmente a pecuária, que utiliza esses produtos na alimentação animal.
Infraestrutura e logística
As condições da infraestrutura de transporte também estiveram entre os temas abordados durante o encontro. Na seção dedicada à importância da ferrovia em Santa Catarina, o Mapa informa que mais de 63% das rodovias federais e estaduais avaliadas pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) foram classificadas em condições precárias. Para esse indicador, a publicação considera as categorias péssimo, ruim e regular.
O estudo também cita uma estimativa da CNT de custo operacional adicional de 30% para as transportadoras em razão das condições das rodovias. Os dados são atribuídos à CNT e ao Centro de Inteligência Empresarial (CIE) da FACISC, com referência a 2026 na publicação.
Ao comentar os gargalos logísticos, Broch manifestou preocupação com a situação da BR-282 e o tempo necessário para sua duplicação. “Nos preocupamos com um colapso justamente da 282, porque até ela ser duplicada, ainda deve demorar”, disse em entrevista. O diretor também defendeu a mobilização em torno da implantação de uma alternativa ferroviária para o transporte de cargas. “É necessário e urgente que a gente brigue, de fato, pela ferrovia”, salientou.

Núcleo de Agronegócio
Além da apresentação dos dados, o encontro abordou a atuação do Núcleo de Agronegócio da ACIRCAN. Na abertura, a presidente da entidade, Nilza Teresinha Scolaro Santos, manifestou satisfação com o avanço da iniciativa.
O diretor de Agronegócios da ACIRCAN, Cláudio Hartmann, destacou a importância de aproximar os diferentes segmentos do setor para identificar demandas comuns e fortalecer a representação regional. Também reforçou a necessidade de melhorias na infraestrutura rodoviária, incluindo manutenção, implantação de terceiras faixas e vias marginais, além da adequação dos acessos à BR-282. Embora considere as ferrovias estratégicas para o escoamento da produção, ponderou que esses projetos exigem planejamento de longo prazo, enquanto as intervenções nas rodovias precisam avançar.
Conforme a diretora executiva da ACIRCAN, Eliane Lopes, a proposta é estimular a troca de experiências entre representantes do agronegócio de Campos Novos e construir uma agenda de prioridades para a cadeia produtiva. Ela também destaca a importância do envolvimento dos produtores rurais e da parceria com o Sindicato dos Produtores Rurais, a Secretaria Municipal de Agricultura e o Sebrae.
Luiz Sérgio Gris, presidente do Sindicato Rural e Silvio Henrique de Almeida Lopes Sobrinho, secretário de Agricultura, compartilham do mesmo pensamento sobre a iniciativa da ACIRCAN e se disponibilizaram para continuar colaborando com o fortalecimento do Núcleo de Agronegócio.
As pessoas interessadas em conhecer ou integrar o Núcleo de Agronegócio da ACIRCAN são convidadas a participar da iniciativa, contribuindo com ideias, experiências e sugestões para o desenvolvimento do setor. Para obter mais informações, os interessados podem entrar em contato com a entidade.


